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09/10/2018

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Ceará lidera valor de vendas externas de pescados no País

 

As exportações cearenses de peixes e crustáceos atingiram a marca de US$ 54,7 milhões em 2017, fazendo do Ceará o maior exportador de pescado do País em faturamento, ultrapassando o Pará, que exportou US$ 53,8 milhões no ano passado.

Na comparação com 2016, as exportações do setor, que também considera moluscos e outros invertebrados aquáticos, apresentaram crescimento 6,8%, sendo o oitavo principal item da pauta do Estado no ano passado. Com relação ao volume enviado ao exterior, entretanto, o Ceará ficou na terceira posição, com 4,8 mil toneladas, atrás do Rio Grande do Sul (10,3 mil toneladas) e do Pará (7,2 mil toneladas).

Principais itens

Entre os principais produtos exportados pelo Ceará, o destaque foi a lagosta (inteiras e congeladas), responsável por cerca de 80% do valor total, somando US$ 43,3 milhões para 1,7 mil toneladas, o que equivalente ao preço médio de US$ 25,1 por quilo. Em seguida aparecem "Outros peixes congelados, exceto filés, outras carnes", com US$ 3,4 milhões; "Pargo congelado", com US$ 3,3 milhões; e "Pescadas congeladas", com o total de US$ 524 mil.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), a evolução cearense foi superior à média nacional, que registrou 3,5% de crescimento no mesmo período. O antigo líder, Pará, registrou queda de 3,5% nas suas exportações em 2017. Ao todo, o Brasil exportou US$ 233,6 milhões em pescados, para 37,8 mil toneladas. No ano, as exportações cearenses foram responsáveis por 23,4% do valor nacional e por 12,6% do volume em toneladas.

Países

Em 2017, o Ceará exportou os produtos do segmento para 30 países. O principal destino foram os Estados Unidos (US$ 23,7 milhões), seguido por Vietnã (US$ 7,2 milhões) e Austrália (US$ 6,5 milhões). Dentre os novos mercados explorados, estão a Guatemala (US$ 2,1 milhões) e o México (US$ 571 mil). Para o diretor do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca do Ceará (Sindfrio), Oziná Costa, ao assumir a liderança, o Ceará consolida seu protagonismo no setor e deve receber ainda mais atenção de outros países.

"Temos feito um trabalho consistente de divulgação dos nossos produtos, com participação em feiras e eventos de abrangência internacional. Nos últimos anos, temos tido crescimento, que se reflete em maior geração de empregos", diz.

Lagosta

A exportação de lagosta, que registrou um crescimento de 17,1% em relação a 2016, foi beneficiada por um decreto do Governo do Estado que regulamentou a legislação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na comercialização do crustáceo no Estado. A medida atendeu a um antigo pleito do setor, que alegava vantagens fiscais por parte dos estados vizinhos, causando concorrência desleal.

"Felizmente, o Estado atendeu o nosso pleito e nós passamos a ter mais competitividade. O reflexo disso já pode ser observado no aumento das exportações desse ano", afirma Paulo Gonçalves, empresário e diretor do Sindfrio.

Perspectiva de avanços

Com a maior oferta de voos internacionais neste ano, sobretudo com as novas frequências para Europa da Air France-KLM, a partir de maio, o setor espera atingir novos mercados e ampliar as exportações. "Nós continuamos investindo em novos equipamentos e tecnologia para manter o alto nível de excelência em qualidade. Temos potencial para crescer ainda mais", diz Gonçalves. Além da lagosta, peixes como atum, pargo, pescada, guaiuba, ariacó, bem como peixes ornamentais também tiveram destaque na comercialização.

Ameaça

Apesar do crescimento, o setor está atento a uma questão burocrática com implicações comerciais. Uma determinação do Ministério da Agricultura mandou suspender, desde o dia 3 de janeiro deste ano, a emissão do certificado sanitário internacional de produtos derivados da pesca e aquicultura destinados à União Europeia, medida que inviabiliza as exportações para esse bloco econômico.

"O setor respeita todas as premissas sanitárias que são exigidas pelo mercado europeu, não podendo ser prejudicado por ações que devem ser realizadas pelo poder público", afirma Cadu Villaça, diretor técnico do Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe).

Fonte: Diário do Nordeste

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